quinta-feira, 4 de junho de 2015

Finalmente terminei de assistir O Rei do Crime, digo Demolidor




ESTE POST CONTÊM SPOILERS DA 1ª TEMPORADA DE DEMOLIDOR;  


Se você está decidido em continuar a leitura, vamos lá ...

Você que não estava os últimos 70 anos congelado ou não é um viajante do tempo que veio visitar o futuro, sabe que a Netflix lançou em 2015 a série dramática, tão aclamada por crítica e público, Demolidor (Daredevil).

Pelos moldes adotados pela Netflix, as temporadas são disponibilizadas completamente de uma única vez, assim, como não é de se espantar, muitas pessoas fizeram maratonas e assistiram todos os episódios em questões de dias (ou horas). Porém, como vocês já devem ter notado no título do post, terminei de assistir a série apenas essa semana. Resolvi ir assistindo aos poucos (me segurando ao máximo para não assistir mais de 2 episódios de uma única vez) pois decidi assistir com minha noiva e queria ir “digerindo” cada episódio aos poucos.

Sendo assim, como já existem MILHÕÕÕESS muitas resenhas/críticas sobre Demolidor, resolvi dedicar esse post a um ponto da série que me chamou muita a atenção e, já adianto, gostei muito, o vilão.


“O herói é medido pelo tamanho de seu inimigo”. Concordo muito com essa frase e, nesse quesito, Demolidor está muito bem servido pelo seu vilão principal nessa temporada (e que também deve ser nas próximas temporadas), Wilson Fisk “O Rei Do Crime”.

Brilhantemente interpretado por Vicent D´Onofrio, Wilson Fisk, que por enquanto ainda não se tornou O Rei Do Crime conhecido nas HQ´s, é um empresário de Hell´s Kitchen que tem planos de transformar o local onde vive em um lugar melhor. Tal objetivo poderia ser digno de um herói se não fosse os meios e a lógica (pelo menos na cabeça dele) de suas ações.

Fisk não é um vilão clássico. Durante toda a temporada, as várias facetas de sua personalidade vão sendo construídas e apresentadas, mostrando um lado humano em um vilão que, muitas vezes, perde essa humanidade quando fora do controle.

Sem dúvidas, um dos melhores episódios dessa temporada (vale sempre lembrar: na minha opinião de merda) é o 8º - Shadows in The Glass . Nesse episódio, dedicado à Wilson Fisk, vemos vários flashbacks sobre a infância do personagem. Fisk foi um menino solitário e criado por um pai violento. Seu pai, que tinha o sonho de se eleger vereador e mudar de vida, acaba-se endividando para financiar sua campanha. Após perder a eleição e ver que os garotos do bairro zombam de seu filho chamando-o de fracassado, Bill Fisk força o filho a revidar de maneira extremamente bruta, espancando o outro garoto.

Por fim, durante mais um episódio de espancamento de Bill em sua esposa (mãe de Wilson), o garoto repete o comportamento que aprendeu de seu pai e mata-o, em um ataque de fúria e desespero, para salvar sua mãe.  Juntos, Wilson e sua mãe, livram-se do corpo e o garoto guarda as abotoaduras do pai e a utiliza todos os dias para não se esquecer de quem é.


Fisk, não é um vilão caótico. Possui uma sensibilidade cativante e acredita estar fazendo o melhor para o local onde mora. Assim, após conhecermos mais a fundo a mente do antagonista, acabamos por sentir compaixão pelo personagem.

Vale lembrar também, outras duas cenas fantástica do último episódio dessa primeira temporada que, mais uma vez, exibem a personalidade do vilão. A primeira é quando Wilson Fisk é resgatado por seus homens, enquanto está sendo transportado para a cadeia, e a câmera lateral mostra o personagem caminhando imponente, do carro da polícia até o veículo de resgate. Antes de fechar a porta, Fisk ordena: "Matem qualquer um que venha atrás de mim, por terra, pela água ou pelo ar!".  A segunda cena, e a última do vilão nessa temporada, mostra Fisk sentado na cama de sua cela, vestido todo de branco, olhando para a parede, igual à quando era criança e depois quando adulto, o quadro que comprou para seu quarto. Nesse momento, vemos que o "Rei do Crime" está pronto.


Dessa forma, a série Demolidor entrega uma história densa e cativante, sendo capaz de exaltar seu herói pelo tamanho de seu vilão, pelo tamanho do "Rei do Crime".


Dih Negretto

terça-feira, 26 de maio de 2015

Review - Primeira Temporada de The Flash


Começo esse post dizendo que sempre fui mais fã dos personagens DC do que da Marvel (polêmica!!!). Não sou um DCnauta e nem um Marvet, mas na minha infância heróis como Batman e Superman sempre estiveram mais presentes do que Homem de Ferro e Capitão América. Porém, confesso que no cinema, depois da trilogia do Batman de Nolan, a DC tem desapontado e, em contra partida, a Marvel vem trazendo sucessos atrás de sucessos (Vingadores, Os Guardiões da Galáxia e muitos outros). 

Se nos cinemas a DC está, pelo menos por enquanto, muito atrás da Marvel, na televisão a DC vem fazendo um trabalho muito interessante (e rápido, TUDUMTIS!!), e The Flash está aí para provar isso.

The Flash estreou no dia 07 de outubro de 2014 no canal fechado CW e após 23 episódios, chegou ao fim de sua primeira temporada. Em sua segunda adaptação para a TV, Flash (encarnado pelo ator Grant Gustin) é o alter ego de Barry Allen, um jovem cientista forense que ganha superpoderes após a explosão de um acelerador de partículas que o deixou em coma por 9 meses. Assim, após sua recuperação e descoberta de seus novos poderes, o Velocista Escarlate deve proteger sua cidade dos vilões - que também ganharam superpoderes após a explosão.

A série inicialmente não é muito empolgante. Propondo-se a mostrar o amadurecimento de Barry em relação aos seus novos talentos, a série passa por momentos em que o herói precisa descobrir, estudar e aprimorar-se como o herói que está se tornando. É aí que personagens como Dr. Harrison Wells (Tom Cavanagh), Caitlin Snow (Danielle Panabaker), Cisco Ramon (Carlos Valdes) e Joe West (Jesse L. Martin), entram na história como os principais pilares para fazer com que Flash supere seus medos e suas limitações, para se tornar o super herói que começamos a ver na segunda parte dessa temporada.


Agora que o herói está pronto (e após um embate com Arrow, outro super-herói com seriado no canal CW), a série começa a explorar conceitos mais complicados, como por exemplo, viagem no tempo, o que transforma The Flash em uma série mais complexa e empolgante. Tais conceitos são atrativos tanto para fãs de heróis e quadrinhos, quanto para os fãs de ficção científica. Ficção essa, que é muito bem explicada devido a uma sacada muito interessante dos produtores da série, a utilização de Cisco, pupilo de Wells,  como principal fonte dos easter eggs e alívio cômico. Assim, através de citações que remetem a vários aspectos da cultura pop / nerd, Cisco explica os conceitos e nomes estranhos, tão peculiares das histórias em quadrinhos.

Embora ainda existam várias coisas para melhorar, The Flash é certamente uma série que está dando certo no atual cenário da TV e que tem muito para acrescentar no universo que a DC está tentando construir. Após um final muito bacana, fica apenas o desejo de que o crescente sucesso e qualidade continuem na próxima temporada, já confirmada.


Nota: 4/5

segunda-feira, 18 de maio de 2015

2 Jogos Viciantes Para Smartphones Que Irão Te Fazer Querer Jogar o Telefone na Parede


Sabe aqueles joguinhos casuais que a gente encontra para smartphones e que acabam nos tirando um bom tempo? Então, nesse post quero apresentar 2 desses joguinhos que, se você for uma pessoa que não gosta de ser desafiado pelo seu smartphone, irá gastar um bom tempo neles.

Adianto que não me responsabilizo por qualquer queda de produção ou danos causados ao seu aparelho em caso de arremessos contra a parede.

Vamos lá ...

O primeiro jogo é o ZigZag. Esse jogo é bem simples e consiste, basicamente, em você conseguir controlar uma pequena esfera por um caminho em zig zag. A bolinha anda apenas na diagonal, assim você deve controlá-la para não cair da plataforma. Se cair, começa tudo outra vez.


Conforme você vai avançando na plataforma, seus pontos vão aumentando e você pode coletar cristais. Esses cristais te dão +2 pontos e servem para você conseguir comprar bolinhas com cores diferentes (uma mera perfumaria, visto que a cor da bolinha não influencia tanto o jogo).

Parece um jogo bem simples e realmente o é. Porém, não pense que você irá jogar apenas 5 minutos e desistir, esse jogo tem um poder de te desafiar e você vai pensar "Só mais uma vez, agora eu consigo!" e quando for ver, já se passaram algumas horas.

Se você ainda não atirou seu smartphone pela janela, pode tentar jogar AA (não me pergunte o por quê do nome). Assim como ZigZag, AA é um jogo bem simples. A ideia principal consiste em você conseguir colocar bolinhas em uma estrutura que fica rodando. Você não pode acertar as bolinhas que já estão presas nessa estrutura e, conforme os níveis vão passando, as velocidades mudam, bem como, a quantidade de bolinhas que você deve prender.

Assim como ZigZag, esse jogo te desafiará e vencer mais um nível será questão de honra.

Os dois jogos estão disponíveis tanto para Android como para iPhone. Fica aí dicas de joguinhos para você passar um tempo .... e muito nervoso!

Dih Negretto